O Eco da solidão
Estar, ficar. Será uma opção ou uma necessidade? Opção não é, disso tenho plena consciência.
Se sou hipócrita e o nego? Sim, sou, e tenho de ser! Ah, se o meu horizonte fosse claro e a luz do futuro brilhasse intensa, se tivesse o desafogo que me permitisse seguir em frente, não olharia para trás! Iria, como a gaivota que voa nos céus em busca de liberdade!
Onde estou por cruel necessidade, há muitas coisas, mas falta o mais precioso: falta amor, falta sentimento, falta vida! Aqui há uma amor cego às coisas, uma indiferença gélida às pessoas, aos seres vivos, à essência da existência. Aqui não há calor, não há vontade de mostrar sentimentos. Este lugar é dominado pelo frio das vaidades, onde sorrisos são máscaras e risos são ecos de um tempo esquecido, carregando o peso de uma existência vazia, onde o amor é um luxo e a esperança, uma estrela distante. A cada passo sinto a ausência de vida verdadeira, a falta de um abraço sincero, a carência de um olhar cúmplice. Este é um mundo onde o coração pulsa numa melodia solitária. Em meio à frieza, procuro um vislumbre de calor humano, uma faísca de autenticidade que ilumine a escuridão.
Sei lá - Originais 2025
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