O medo ...

A solidão acompanhada é cruel, um lembrete de que o vínculo não depende apenas da presença física, mas de um laço mais profundo, aquele que parece escapar pelos dedos como a areia fina de uma praia deserta.

Sinto a indiferença do mundo ao redor, um cenário, onde me perco, a atenção dissipa-se! É um eco de vozes perdidas, a fria realidade de que a atenção sincera é uma utopia.

Tenho medo de mim mesma, não é só insegurança passageira, mas o medo profundo de encarar minha fragilidade, de aceitar que sou fortaleza e campo de batalha.

Procuro valor na fragilidade, a força na aceitação e coragem a cada passo, porque é no confronto com esses sentimentos que me descubro e encontro a razão de existir.

Não são os aplausos ou a sua ausência que me definem, mas a capacidade de encontrar luz nas frestas da minha escuridão.

Sei Lá!

(Originais - 2024)





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog