Sozinha
No momento senti, apenas, o peso do meu desencanto.
Foram momentos eternos, incapaz de substituir sentimentos inaceitáveis, o fascínio que não esmorece.
Nada mais que um grito íntimo, fechado, calado, escondido...
Olho-me de frente, encaro a minha fragilidade, as paredes frias engolem-me, enlaçada em mim, tão pequena!
Engulo as palavras na tentativa inglória de travar o soluço, enfrento-me, sei que estou sozinha!
O silêncio é violento, os ecos morreram, as palavras vagas e cortadas, sob a escuridão da noite as lágrimas vieram
O sol pôs-se, veio a noite, Coberta pela escuridão, chorei!
Aquele estágio
de inocência desabou, a criança foi-se embora, resta-me o vazio.
Preciso de paz, de um lugar protetor, mas olho-me de frente, sei que estou sozinha!
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