Esquecida como uma tela antiga (Pelicula)
Quantas vezes já acontecera, Não sabia explicar! Não, não era a primeira vez, aquela imagem difusa, Como a película de um filme antigo…
Inesperadamente a reminiscência de uma estrada traiçoeira… Aquela arrepiante curva seguida de uma paisagem selvagem e bela, diferente de tudo, linda, perturbadora!
Ali, nada era igual!
Deixava-se encantar pela melodia difusa que pairava no vento… Como o som da flauta do encantador… Em silêncio, como uma estranha fugida há muito, confundia-se com a paisagem de forma inequívoca, despercebida.
A única pessoa existente no Cosmos, indiferente a tudo! Indiferença… Uma frieza que parecia enfeitiçá-la… Seguia a melodia…
Como uma estranha fugida há muito, voltava! Ficava sentada, submissa, em silêncio, esquecida como uma velha tela inacabada, guardada num canto durante anos…
Que estaria a fazer naquela velha tela? Como uma estranha, só um rosto, um vulto indistinto…
Sei Lá (originais)
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