Asfixia!

 Tenho pressa em voltar a adormecer, só assim paro de me torturar, de aguardar um brilho de presença...

Obrigo-me a admitir que minto a mim mesma..

Interrogo-me se através dos meus olhos vejo o mesmo que tu vês!

 Encaro o meu próprio reflexo.

O rosto não esconde a noite mal dormida.

Recuso-me a ser reduzida ao silêncio do esquecimento.

Não consigo aperceber-me da dimensão do silêncio, só sinto o seu peso, a minha respiração não se altera, não sai um suspiro ou um respirar fundo... não consigo! Permanece uma sensação de asfixia.

 A minha mão fica fria...

 Durante o dia ausculto a minha mente.... o que permanece?..

Devo ficar em silêncio para sempre, aceitar o que é real...Viver a vida sem sonho?

Não sei se consigo! Enrosco-me como uma bola, abraçando-me a mim mesma... e assim fico

 

Sei lá (originais)

2009

 

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